No Quintal Mágico procuramos oportunizar aos alunos, a  vivência de experiências enriquecedoras não somente tendo em vista a construção do conhecimento através das disciplinas  curriculares, mas também, através de atividades diferenciadas, que denominamos OFICINAS; ampliando, com elas, a percepção e expressão do belo, da estética e da ordem; a valorização e o contato com cultura a nacional e local, com o diferente e com o  singular; a construção de valores, de ética, de respeito a si, ao outro, à natureza e, à compreensão e lidança com as questões cotidianas e globais  que nos envolvem a todo momento. As OFICINAS são oportunizadas tanto  aos alunos da Educação Infantil, quanto aos alunos do Ensino Fundamental; observando e respeitando  o tempo de adaptação, o ritmo, o tempo,  o nível de maturidade e interesse de cada turma.

Nos últimos anos têm se dedicado muitos esforços no sentido de incentivar o hábito da leitura, pois esse é um dos remédios mais poderosos contra o analfabetismo funcional. Uma das estratégias de ação do PROLER (Programa Nacional de Incentivo à Leitura) é a realização da “Hora do Conto”, pois é sabido que ouvir histórias contribui para o desenvolvimento de competências necessárias à leitura – como a criação de imagens mentais, por exemplo – estimulando também a busca por mais histórias nos livros.
Além de incentivar o hábito da leitura, as histórias contribuem para nos tornarmos mais humanos, pois estimulam e alimentam recursos internos que necessitamos para lidar com o mundo a nossa volta.
É preciso lembrar que a vida do ser humano de qualquer idade se situa numa linha narrativa como a das histórias, com início meio e lá no fim a morte. Temos uma ligação grande com as histórias através dos livros, filmes, novelas, teatro, etc. que em algum momento ou noutro, em maior ou menor grau nos tocaram ao longo da vida. É próprio da espécie humana transformar em histórias os acontecimentos, desde os mais banais até os feitos oficiais.


Por outro lado é através da fala que a criança vai organizando o mundo a sua volta, vai formando conceitos e construindo visões de mundo. As palavras vão nomeando as coisas, as pessoas, as ações, vão dando significados ao mundo em redor da criança.  Ouvindo histórias a criança amplia seu vocabulário com palavras novas e contextualizadas numa trama narrativa. Não são palavras soltas aleatoriamente, são palavras que propõem significados de acordo com o contexto em que estão inseridas e que propiciam que a criança, ao longo do tempo, construa novos significados utilizando-as em outras situações, o que pressupõe o desenvolvimento de muitas funções intelectuais como atenção deliberada, memória lógica, abstração, capacidade para comparar e diferenciar.
Devemos também lembrar que as histórias são herança cultural dos nossos antepassados e é função da escola ser mediadora e proporcionar o contato dos alunos com o patrimônio cultural.
Concluindo afirmo que tão importante quanto a professora de sala de aula contar histórias para seu aluno - e ela deve contar sempre que possível -, a realização sistemática da hora do conto é fundamental e imprescindível no ambiente escolar principalmente quando realizada, como disse Marie L. Shedlock já em 1915 “(...) por aqueles que dedicaram um tempo especial preparando-se para a arte de narrá-las (...)” pois para que as histórias façam tudo que são capazes de fazer, elas precisam antes de tudo ser tratadas e apresentadas como verdadeiras obras de arte que são.


A arte, como expressão da subjetividade humana tem seus fundamentos na História da Filosofia. Através dos tempos, o homem utiliza a arte para expressar seus conteúdos psíquicos, suas crenças e seus valores, retratando, assim, o espírito de um tempo. Deste modo, arte e filosofia são universos complementares, pois foi através das primeiras perguntas filosóficas que o homem realizou, que possibilitou a expressão artística dos povos primitivos através da arte rupestre. A evolução do pensamento filosófico acompanha a expressão artística, sendo que muitas vezes a arte expressa - “universos” que estão para ser descortinados pelo homem. Estimulamos e vemos a Arte e a Filosofia na escola como algo de valor e indispensável no cotidiano de nossa proposta pedagógica; como ferramentas para o desenvolvimento da criatividade, da percepção estética; do pensamento autônomo e crítico; da capacidade de argumentar e dialogar; de construir valores éticos; de desenvolver competências de ler, compreender, relacionar e resolver problemas.

 


Sabemos que a música está bastante presente na vida das crianças; gostam de explorar os sons, cantar e interagir com instrumentos. Na escola oportunizaremos oficinas de musicalização, canto coral, bandinha rítmica e flauta; tendo como objetivos integrar aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos; perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos por meio de improvisações, composições e interpretações musicais; utilizar o corpo em gestos e expressões, promovendo sentimentos de emoção e gosto pela música; valorizar a música como fonte de prazer; desenvolver a expressão oral, a curiosidade e a livre expressão; explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo. “O canto se faz companheiro inseparável da vida harmoniosa, desde o berço. A atividade vocal em grupo favorece principalmente a criança tímida ou bloqueada, oferecendo-lhe um ambiente de franca comunicação social. A música está presente em diversas situações da vida humana. É uma linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos.”



 
 

“Todo produto do ser humano, objeto ou ação, é consequência de uma forma interior que o impulsiona (sentimento, cálculo, intenção).” “O viver é consequência da estabilidade e, de uma medida. A falta total de forma mental é quase um suicídio”. Júlia Saló.

Amassar a terra - dar-lhe forma - são gestos primitivos que influem consideravelmente na coordenação de todos os movimentos. A criança ao trabalhar com o barro tem condições de dominá-lo, libertando assim, as suas tensões, caprichos, fadigas e depressões, pois, este material vivo que, a criança pode expressar os sentimentos mais diversos, elaborá-los e, o barro ser uma ferramenta importante, disciplinador das ansiedades, condutor do equilíbrio das ansiedades e do equilíbrio entre a ira e a euforia, proporcionando saídas simbólicas.
A modelagem é um dos meios de preparação para a expressão do pensamento, porque o movimento das mãos, dos dedos, pouco a pouco, se submete aos impulsos íntimos e estes, ao processo ideativo. O que a palavra não conseguir exprimir, o movimento, a forma, o volume, o gesto, trazem a linguagem viva do mundo interior, refletindo na construção do caráter, do temperamento, auxiliando impressões da personalidade.
Modelando o barro aprendem a trabalhar com os volumes, cálculos, conjuntos, ordenação, classificação, além das interelações pessoais que se configuram essenciais na dinâmica social, a criança cresce e amadurece interiormente, se torna criativa, situando distâncias, ajustando desta forma seu mecanismo visual para a percepção do mundo que a cerca, se envolvendo em um mundo de aprendizagens culturais e criativas.